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A NASA compartilha hoje pesquisas da Estação, apoiando a Lua e o amanhã de Marte

Four astronauts (Chris Williams, Jack Hathaway, Sophie Adenot, and Jessica Meir) gather for a selfie inside the International Space Station's cupola, with Earth visible through the large windows behind them. The crew awaits the Orion spacecraft to reenter Earth’s atmosphere. Chris Williams shades his eyes in search for Orion, while the others smile and look out one window.
Astronautas da Expedição 74 da International Space Station (da esquerda para a direita) Chris Williams, Jack Hathaway, Sophie Adenot e Jessica Meir dentro da cupola da estação espacial, aguardando para observar a nave espacial Orion — com a tripulação da Artemis II a bordo — enquanto ela reingressa na atmosfera da Terra. NASA

A Estação Espacial Internacional esteve movimentada ao longo de 2026, à medida que continua sendo um movimentado local de trabalho para astronautas conduzindo uma variedade de experimentos científicos que lançam as bases para missões à Lua e além.

A missão Artemis II da NASA, em abril, foi o primeiro voo tripulado em órbita ao redor da Lua em mais de 50 anos, marcando um grande marco para o retorno da humanidade à superfície lunar. Embora a missão tenha validado sistemas essenciais necessários para a futura exploração humana do espaço profundo, o trabalho a bordo da Estação Espacial Internacional continua apoiando esses objetivos. Astronautas no laboratório em órbita estão testando tecnologias, estudando como o corpo humano se adapta a voos espaciais de longa duração e realizando experimentos para ajudar a garantir que as tripulações possam viver e trabalhar com segurança no espaço profundo. A pesquisa a bordo da estação espacial, em conjunto com os programas Artemis e Moon Base, continuará demonstrando como a NASA está se preparando para a exploração sustentada por astronautas da Lua e, eventualmente, de Marte.

Otimização da tecnologia espacial

A astronauta da ESA (European Space Agency) Sophie Adenot ativa o European Enhanced Exploration Exercise Device (E4D), marcando o início de uma demonstração de tecnologia de dois anos. — ESA/NASA

Astronautas a bordo da International Space Station demonstram e aperfeiçoam tecnologias inovadoras para apoiar missões de exploração, reduzir a pegada tecnológica e ajustar sistemas antes de viagens além da low Earth orbit.

O equipamento de exercícios é importante para voos espaciais de longa duração. Em média, astronautas perdem entre 1% e 1,5% da densidade óssea a cada mês enquanto estão em microgravidade, aumentando o potencial risco de fraturas e de outros problemas relacionados aos ossos. Exercícios regulares podem ajudar a contrabalançar esses efeitos e manter os astronautas saudáveis. O European Enhanced Exploration Exercise Device (E4D) é um sistema compacto e versátil que está sendo testado agora a bordo da space station para as tripulações de exploração. O sistema permite uma variedade de exercícios, pode simular diferentes níveis de gravity e pode levar a uma tecnologia de exercícios ainda mais compacta para as tripulações de exploração. 

Durante missões em deep space, os astronautas podem precisar de cuidados médicos, mas podem estar longe o bastante da Terra para receber uma nave espacial de reabastecimento com equipamentos adicionais. Para se preparar para essa possibilidade, pesquisadores estão testando tecnologias médicas a bordo da estação. Uma dessas investigações, a Intravenous Fluid Generation – Mini (IVGEN Mini), avalia a produção de fluidos intravenosos (IV) usando o abastecimento de água potável da estação. Como os fluidos IV disponíveis comercialmente têm uma vida útil de apenas cerca de 16 meses, demonstrações bem-sucedidas dessa tecnologia poderiam ajudar a atender necessidades médicas, reduzindo a massa e o volume de lançamento. 

Cuidados médicos são um obstáculo que as tripulações podem enfrentar durante missões futuras, enquanto outro é o tempo limitado que os astronautas têm para concluir tarefas que exigem intervenção humana. Tecnologias robóticas, como o Test facility for lab-aUtomation System in Kibo (TUSK), podem ajudar a lidar com essas limitações de tempo. Essa investigação estuda como a microgravidade afeta operações robóticas delicadas que dependem de movimentos precisos. As descobertas podem ajudar a melhorar o projeto de sistemas automatizados futuros que consigam executar tarefas de forma independente, liberando o valioso tempo dos astronautas durante missões futuras.

Estudando o corpo no espaço

NASA astronaut Jessica Meir wears a striped blue and white shirt and smiles at the camera while working inside the International Space Station. Her hair floats in microgravity among equipment and storage compartments. Meir wears gloves and works with freezers containing research samples as NASA astronaut Chris Williams works in the background.
Astronautas da NASA Jessica Meir e Chris Williams coletam amostras de pesquisa congeladas dentro do módulo do laboratório Destiny da International Space Station. — Crédito: ESA/Sophie Adenot

Astronautas também atuam como sujeitos de teste. Eles coletam amostras biológicas, realizam exames médicos e fazem varreduras para entender como os corpos se adaptam à vida no espaço. Essa pesquisa ajuda cientistas e profissionais de saúde a compreender os efeitos do voo espacial e protege a saúde da tripulação à medida que as missões se estendem mais pelo sistema solar.

Pesquisas anteriores mostram que a ausência de peso durante o voo espacial pode, às vezes, interromper o fluxo sanguíneo normal dos astronautas, o que pode aumentar os riscos à saúde de condições como coágulos de sangue. O experimento Spaceflight Thrombosis and Risk Factors (Venous Haemostasis) examina mudanças no fluxo sanguíneo para identificar correlações fisiológicas únicas e criar medidas preventivas para membros da tripulação em risco.

Astronautas também podem apresentar mudanças nos sistemas cardiovascular e respiratório durante o voo espacial, o que pode afetar a regulação da pressão arterial. A pesquisa Causal Analysis of Cardiorespiratory Coupling on the ISS (CARDIOBREATH) usa o “smart shirt” Bio-Monitor para monitorar frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e atividade durante sessões de exercício a bordo do complexo em órbita. Os resultados vão aprimorar a compreensão da saúde cardiovascular em microgravidade e orientar tratamentos para riscos cardiorrespiratórios durante e após missões de longa duração.

Manter a saúde mental no espaço é tão importante quanto a saúde física. Isolamento e confinamento prolongados podem afetar o sono, o moral e a tomada de decisões de um membro da tripulação. O experimento Mind/Body Practices for Deep Space Exploration (RelaxPro) avalia práticas não invasivas, como meditação, para desenvolver um sistema estruturado que reduza o estresse e melhore o sono em futuras missões.

Aprimorando o voo espacial da próxima geração

A close-up of a compact dosimeter with a glowing red circular ring mounted inside an open black enclosure, with visible electronic components and wiring. The device sits on a white table ahead of launch to the International Space Station.
As imagens de pré-voo mostram o Fiber-optic Active Dosimeter (Lumina), um dosímetro ativo que monitora a dose de radiação em tempo real. — Crédito: NASA

As naves espaciais são um aspecto crítico das missões de espaço profundo, fornecendo abrigo contra o ambiente hostil do espaço, além de oxigênio, água e outros sistemas de suporte à vida. Testar sistemas a bordo da International Space Station permite que pesquisadores aprimorem tecnologias para as próximas gerações de naves espaciais que viajarão além da low Earth orbit.

O Fiber-optic Active Dosimeter (Lumina) demonstra monitoramento em tempo real da radiação usando fibras ópticas que escurecem quando expostas à radiação. Monitorar a radiação ionizante mantém os astronautas seguros e continua sendo um dos principais desafios para a futura exploração de espaço profundo.

Muitas naves espaciais usam propelentes criogênicos, ou seja, extremamente frios, para a propulsão. Esses propelentes precisam permanecer frios para continuar na forma líquida, mas as variações de temperatura no espaço podem fazer com que eles evaporem lentamente e escapem do tanque, afetando a eficiência do combustível. A investigação Zero Boil-Off Tank Noncondensables (ZBOT-NC) avalia como gases que não se liquefazem em baixas temperaturas afetam o controle de pressão, as taxas de evaporação e de condensação dentro dos tanques de propellant. Os dados desse experimento ajudarão a validar modelos e a apoiar o projeto de sistemas mais eficientes de armazenamento criogênico de combustível.

Como ambiente de convivência da tripulação, a nave espacial também deve ser monitorada quanto à atividade microbiana para ajudar a garantir um habitat seguro e saudável. A investigação Genomic Enumeration of Antibiotic Resistance in Space (GEARS) faz um levantamento na space station de organismos resistentes a antibióticos para entender melhor como as bactérias podem se adaptar no espaço. O estudo utiliza técnicas de sequenciamento de DNA para avançar a identificação e as capacidades de diagnóstico no local, que serão importantes para futuras missões.

A ciência da International Space Station ainda está a todo vapor pelo restante de 2026. Para saber mais sobre pesquisas em andamento a bordo da space station, visite:

NASA.gov/ISS-Research