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A NASA oferece informações atualizadas sobre rovers, módulos de pouso lunar e missões da Base Lunar.

Durante uma sessão informativa sobre o programa Base Lunar, realizada na sede da NASA em Washington, a agência anunciou novos contratos para o desenvolvimento de veículos lunares com capacidade para transportar tripulação e módulos de pouso de carga não tripulados com destino à Lua. Dirigentes da NASA também divulgaram os prazos de lançamento previstos e os próximos marcos para as primeiras missões de infraestrutura da Base Lunar e de exploração da região do Polo Sul da Lua, como etapa anterior à chegada dos astronautas do programa Artemis.

“A Base Lunar será o primeiro posto avançado dos Estados Unidos e da humanidade em outro mundo celeste”, disse o administrador da NASA, Jared Isaacman. “Cada missão, tripulada ou não, será uma oportunidade de aprendizado à medida que voltarmos à superfície lunar, construirmos a infraestrutura necessária para permanecer ali e dominarmos as habilidades necessárias para viver e trabalhar em um dos ambientes mais exigentes e perigosos que se possa imaginar. Vamos em busca da ciência — por tudo o que temos a ganhar sob uma perspectiva econômica e tecnológica, pelas inovações que melhorarão a vida aqui na Terra e para nos preparar para o próximo destino para o qual inevitavelmente seguiremos em seguida. Agradecemos a liderança do presidente Trump, o compromisso bipartidário do Congresso, nossos parceiros da indústria e internacionais, e a dedicada força de trabalho da NASA, cuja expertise nos permite alcançar o quase impossível”.

A NASA anunciou as três primeiras missões da Base Lunar para começar a estabelecer operações sustentadas.

Base Lunar I: Seu lançamento está previsto para não antes do outono [no hemisfério norte] de 2026; para isso, será utilizado o módulo de pouso Blue Moon Mark 1 Endurance da Blue Origin, a fim de transportar cargas úteis da NASA. O equipamento incluirá o instrumento Câmeras Estéreo para o estudo de plumas e da superfície lunar, projetado para estudar a interação dos propulsores com a superfície da Lua, e o Conjunto Retrorefletor a Laser, que ajuda naves espaciais em órbita a determinar sua localização com maior precisão usando luz laser refletida. A missão pousará na crista de conexão de Shackleton para demonstrar capacidades que permitam reduzir riscos em antecipação às futuras missões tripuladas de pouso do programa Artemis, previstas para 2028.

Base Lunar II: Com lançamento programado para mais adiante neste ano, transportará mais de 500 quilogramas (1.100 lb) de carga a bordo do módulo de pouso Griffin da Astrobotic, incluindo o rover FLIP da Astrolab, com o objetivo de amadurecer os sistemas de mobilidade que servirão para orientar as futuras operações de veículos para terreno lunar (LTV, sigla em inglês).

Base Lunar III: Também programada para este ano, esta missão transportará a primeira carga útil selecionada pela iniciativa Cargas Úteis e Pesquisas de Exploração da Superfície Lunar da NASA. Sua pesquisa principal, Lunar Vertex (Vértice Lunar), viajará a bordo do módulo de pouso Nova-C Trinity da Intuitive Machines e estudará redemoinhos lunares — manchas claras na superfície — para melhorar nossa compreensão sobre a evolução da superfície e o comportamento dos materiais em condições extremas. A missão incluirá cargas úteis da ESA (Agência Espacial Europeia) e do Instituto Coreano de Astronomia e Ciências Espaciais, refletindo a participação comercial e internacional nas atividades da Base Lunar.

Essas missões são as primeiras de mais de uma dúzia de missões que serão anunciadas este ano; cada uma foi projetada para produzir dados operacionais e reduzir riscos em antecipação às atividades na superfície das missões tripuladas do Artemis.

A NASA concedeu contratos à Astrolab no valor de 219 milhões de dólares e à Lunar Outpost no valor de 220 milhões de dólares para a construção e entrega da primeira fase dos LTV. Concedidos no âmbito das ordens de serviço da Fase 1 da Missão de Alta Viabilidade do contrato de Serviços de Veículos Terrestres para Terreno Lunar, esses marcos de custo fixo e baseados em desempenho permitirão que a NASA implante sistemas de mobilidade, tanto tripulados quanto não tripulados, na superfície lunar até 2028, por meio da iniciativa de Serviços Comerciais de Carga Útil Lunar (CLPS, sigla em inglês) da agência. A mobilidade inicial na superfície é um componente fundamental das prioridades da política espacial nacional de estabelecer uma presença lunar duradoura.

O Veículo Lunar Tripulado (CLV 1) da Astrolab, adaptado a partir da arquitetura FLEX da empresa, é um rover projetado para transportar astronautas, levar suprimentos e dar suporte a operações remotas; ele tem uma configuração compacta para empilhamento (em estado recolhido), massa de aproximadamente 907 quilogramas (2.000 lb) e capacidade de atingir mais de 9,6 quilômetros por hora (6 mi/h) em terreno plano.

Como complemento a essa capacidade, o Pegasus da Lunar Outpost é uma evolução do rover Eagle, mais leve e pronto para a missão, e foi projetado explicitamente para atender aos requisitos atualizados para LTV da NASA. Com autonomia operacional de até um ano e capaz de conduzir manualmente, de forma autônoma ou por teleoperação a velocidades superiores a 14 km/h (9 mph), o Pegasus incorpora tecnologias herdadas do programa Apollo e se baseia em ampla experiência com protótipos e voos para oferecer uma mobilidade confiável e centrada no ser humano, essencial para o estabelecimento de uma base lunar sustentada.

O emprego de múltiplos LTV nas etapas iniciais do desenvolvimento da Base Lunar acelerará as demonstrações tecnológicas, orientará o planejamento dos locais e reduzirá riscos operacionais em antecipação às missões tripuladas do Artemis, permitindo que a NASA caracterize os perigos do terreno, transporte materiais, posicione antecipadamente os recursos e amadureça os sistemas necessários para a exploração lunar de longa duração.

Nos próximos dezoito meses, os fornecedores selecionados finalizarão o projeto dos rovers, realizarão avaliações com tripulação e certificarão as unidades de voo para operação. Os LTV resultantes darão suporte a deslocamentos autônomos, preparação do terreno, pesquisas científicas, demonstrações de tecnologia e transporte de astronautas.

À medida que avançarem os esforços para estabelecer a Base Lunar, a NASA ampliará as oportunidades para fornecedores adicionais por meio de concursos de acesso em etapas, fomentando uma abordagem sólida e sustentável para a mobilidade lunar e fortalecendo as prioridades nacionais em termos de capacidades espaciais.

Para a entrega desses rovers na região do Polo Sul da Lua, a NASA concedeu à Blue Origin um contrato de 188 milhões de dólares, com uma opção de prorrogação no valor de 280,4 milhões de dólares para duas ordens de serviço, o que inclui uma opção de prorrogação condicionada ao desempenho na fase inicial. A NASA pode optar por estender a ordem de serviço para a entrega da carga útil.

Essa contratação competitiva, executada no âmbito da fase de entrega indefinida e quantidade indefinida do CLPS 1.0 com a ordem de serviço CX-2, representa um investimento estratégico na exploração lunar e terá um papel fundamental para viabilizar a mobilidade e o desenvolvimento de infraestrutura para operações lunares sustentadas, marcando um passo significativo rumo ao estabelecimento de uma presença humana permanente na Lua.

Com base nos sucessos e nas lições aprendidas no CLPS 1.0, a agência também detalhou como a próxima geração de módulos de pouso de carga no âmbito do CLPS 2.0 continuará a entrega de cargas úteis tanto na superfície lunar quanto na órbita da Lua, apoiando assim as ambiciosas metas da NASA para suas operações lunares sustentadas. Essa nova fase introduz maior flexibilidade, permitindo que a NASA contrate serviços de entrega “chave na mão” — completamente construídos, integrados, testados e prontos para uso imediato — ou comece a receber o hardware do CLPS para integrá-lo em suas próprias missões. A solicitação de propostas definitivas para o CLPS 2.0 foi publicada em 15 de maio de 2026, e o prazo para envio das respostas expira na terça-feira, 30 de junho de 2026.

Atualização sobre a missão MoonFall

A agência também compartilhou novas atualizações sobre o MoonFall , uma missão que enviará quatro drones para fazer voos curtos sobre a superfície lunar enquanto inspecionam possíveis locais de pouso para os astronautas do Artemis. O Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, sigla em inglês) da NASA, com sede no sul da Califórnia, vem desenvolvendo o projeto e realizando testes com protótipos de hardware, e selecionou a Firefly Aerospace para construir a espaçonave que transportará os drones da órbita terrestre até a Lua. O lançamento desta missão está programado para 2028.

Os drones pousarão de forma autônoma na superfície lunar e, ao longo de um único dia lunar, coletarão imagens de alta resolução de terrenos de difícil acesso. Após o último voo de cada drone, sua carga útil para sobrevivência noturna continuará operando por vários meses, o que representará uma presença estadunidense contínua no Polo Sul lunar.

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