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APOD: 2 de setembro de 2026 – Eclipses solares e cultura

Imagine que você nunca tivesse ouvido falar de um eclipse solar. O comportamento do Sol foi previsível durante toda a sua vida. Um dia, você presencia o céu se transformar como na imagem composta de hoje, que abrange duas horas do eclipse solar de 12 de agosto de 2026. O Sol desaparece, deixando para trás um anel brilhante e vazio. O que você pensaria que tivesse acontecido? Ao longo da história, os seres humanos interpretaram os eclipses de inúmeras maneiras, incorporando à cultura crenças sobre conexão, renascimento ou perigo. “Eclipse” vem da palavra grega “ékleipsis”, que significa “abandono”. Na Grécia antiga, o eclipse solar era visto como um sinal da ira dos deuses e do abandono da humanidade pelo Sol. Para o povo Diné, esse alinhamento celeste é um momento de renovação. Por respeito e para evitar o perigo da luz solar, os Diné permanecem dentro de casa até que o Sol e a Lua se separem. O povo Batammariba, do Benim e do Togo, acredita que o Sol e a Lua brigam durante um eclipse; por isso, a comunidade incentiva a paz entre seus membros. Os eclipses são um exemplo da antiga conexão entre a astronomia e a sociedade.