A NASA desempenha um papel importante na missão MMX (Martian Moons eXploration) da JAXA (Japan Aerospace Exploration Agency), para ampliar nossa compreensão das luas de Marte e dar continuidade à longa história da agência na exploração do Planeta Vermelho.
A missão tem como objetivo caracterizar e determinar a origem das luas de Marte, Phobos e Deimos, além de entregar à Terra uma amostra de Phobos. A nave espacial MMX tem lançamento previsto a partir do Tanegashima Space Center, da JAXA, no Japão, às 15h41 (EDT) de segunda-feira, 19 de outubro (4h41, JST, na terça-feira, 20 de outubro).

“As amostras da MMX proporcionarão, para as próximas gerações, avanços científicos capazes de mudar paradigmas sobre o sistema de Marte, especialmente enquanto a NASA se prepara para enviar os primeiros seres humanos a Marte”, disse Nicky Fox, administradora associada da Science Mission Directorate, na sede da NASA em Washington. “A parceria entre NASA e JAXA para a curadoria das amostras é extremamente valiosa, e tenho orgulho de que a NASA Science esteja apoiando a curadoria das amostras da MMX e compartilhará parte dessas amostras para estudo, enquanto continuamos ampliando a compreensão da humanidade sobre o universo em benefício de todos.”
As contribuições da NASA para a missão incluem o instrumento espectrógrafo Mars-moon Exploration with Gamma rays and Neutrons (MEGANE), a demonstração de tecnologia Pneumatic Sampler (P-Sampler) e o suporte de comunicação e navegação da agência por meio da Deep Space Network , além do financiamento de cientistas dos Estados Unidos participantes da equipe científica da MMX.
Os cientistas há muito debatem a origem das duas luas de Marte. Os dados e as amostras coletados pela missão MMX ajudarão a responder a questões essenciais sobre a origem dessas luas e a história do sistema solar.
“Phobos e Deimos podem ser os restos de um impacto gigantesco em Marte, que lançou material para a órbita ao redor do planeta, ou podem ser asteroides antigos capturados pela gravidade de Marte bilhões de anos atrás”, disse Tom Statler, executivo e cientista do programa MMX na sede da NASA. “Saber a resposta ajudará a esclarecer aquela era inicial, quando a Terra e os outros planetas internos podem ter adquirido grande parte de sua água e de seus compostos orgânicos.”
O espectrógrafo MEGANE (pronuncia-se meh-GAH-nay, a palavra japonesa para óculos) ajudará os cientistas a “enxergar” do que Phobos é composta, medindo nêutrons e raios gama emitidos pela superfície da lua e determinando sua composição química elementar, o que fornecerá pistas importantes sobre sua origem.
Instalado em uma das pernas de pouso da nave espacial, o P-Sampler foi projetado para coletar uma amostra do solo de Phobos. O sistema reúne material da superfície usando jatos de gás nitrogênio de alta pressão, complementando o C-Sampler da JAXA, que extrairá testemunhos de alguns centímetros de profundidade. A NASA obterá e fará a curadoria de cerca de 15% da amostra total trazida de volta ao Astromaterials Lab do Johnson Space Center da agência, em Houston, tornando-a disponível para pesquisas por décadas.
Outra parte fundamental da contribuição da NASA para a MMX é sua parceria científica com a JAXA. Pesquisadores apoiados pela NASA trabalham ao lado de colegas internacionais para ajudar a revelar a história de Phobos e usarão dados da missão e as amostras trazidas de volta para descobrir novas pistas sobre a origem da lua e a evolução do sistema de Marte.
A nave espacial MMX chegará a Marte em agosto de 2027 para iniciar seu levantamento das duas luas do Planeta Vermelho. Depois de estudar Phobos em detalhes, a nave espacial coletará uma amostra da superfície da lua não antes de dezembro de 2028 e a entregará à Terra em 2031.
O instrumento MEGANE foi desenvolvido pelo Johns Hopkins Applied Physics Laboratory. A Honeybee Robotics, uma empresa da Blue Origin, desenvolveu o mecanismo de amostragem pneumática da nave espacial. As contribuições da NASA para a missão MMX foram desenvolvidas no âmbito do Discovery Program da agência. O Discovery Program é administrado pelo NASA’s Marshall Space Flight Center, em Huntsville, Alabama, para a Science Mission Directorate da agência, em Washington.
Para mais informações sobre a missão MMX, acesse:
https://science.nasa.gov/mission/mmx
Karen Fox / Alana Johnson Headquarters, Washington 240-285-5155 / 202-672-4780
karen.c.fox@nasa.gov / alana.r.johnson@nasa.gov
Logotipo do Facebook
@NASA
@NASA
Logotipo do Instagram
@NASA
Logotipo do LinkedIn
@NASA