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O gelo marinho antártico atinge seu máximo de 2026

A map shows white Antarctic sea ice on September 14, 2026, the day it reached its annual maximum extent. The 1981–2010 median is outlined in yellow.
O gelo marinho antártico atingiu sua extensão máxima anual em 14 de setembro de 2026 — o terceiro menor máximo do registro de satélites. NASA Earth Observatory/Michala Garrison

Esta matéria é uma atualização do conteúdo sobre o gelo marinho antártico da nossa série World of Change, que acompanha mudanças de longo prazo na superfície da Terra por meio de imagens de satélite.

Diferentemente do Ártico — uma bacia oceânica cercada por terra —, a Antártica é um grande continente cercado por um oceano. Por causa dessa geografia, o gelo marinho tem mais espaço para se expandir durante o inverno. No entanto, esse gelo também se estende até latitudes mais quentes, o que provoca mais derretimento no verão. O gelo marinho antártico geralmente atinge sua extensão máxima em setembro, próximo ao fim do inverno no Hemisfério Sul, e recua até atingir um mínimo em fevereiro.

Segundo a NASA e o National Snow and Ice Data Center (NSIDC), o gelo marinho antártico em 2026 provavelmente atingiu sua extensão máxima anual em 14 de setembro (acima). Nessa data, o gelo cobria uma área estimada de 17,59 milhões de quilômetros quadrados (6,79 milhões de milhas quadradas), tornando esse o terceiro menor máximo já registrado.

Os mapas abaixo mostram a concentração média do gelo marinho antártico no mês de setembro (à esquerda) e no fevereiro seguinte (à direita), de 1990 a 2026. As áreas brancas opacas indicam as maiores concentrações, e as áreas em azul-escuro são águas abertas. As imagens incluem apenas áreas onde a concentração de gelo era de pelo menos 15%, um limite que os cientistas costumam usar para considerar uma área coberta por gelo nos dados de satélite. Os cientistas chamam a área total dessas regiões de “extensão do gelo marinho”.

1990-1991

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1991-1992

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1992-1993

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1993-1994

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1994-1995

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1995-1996

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1996-1997

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1997-1998

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1998-1999

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1999-2000

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2000-2001

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2001-2002

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2002-2003

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2003-2004

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2004-2005

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2005-2006

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2006-2007

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2007-2008

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2008-2009

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2009-2010

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2010-2011

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2011-2012

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2012-2013

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2013-2014

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2014-2015

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2015-2016

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2017-2018

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2018-2019

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2019-2020

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2021-2022

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2022-2023

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2023-2024

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2024-2025

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Antarctic Sea Ice image pair showing 2025-2026

2025-2026

Dos recordes de alta aos recordes de baixa

De 1979 a 2014, o total de gelo marinho antártico aumentou cerca de 1% por década. Não se sabe ao certo se o aumento foi um sinal de mudança significativa, porque a extensão do gelo varia consideravelmente de um ano para outro ao redor da Antártica. Durante três anos consecutivos, de 2012 a 2014, os satélites observaram novos recordes de extensão do gelo marinho no inverno. Esses recordes ocorreram enquanto o gelo do Ártico estava em forte declínio.

O crescimento chegou ao fim em 2015, e reduções significativas no gelo marinho ao redor da Antártica começaram a ocorrer em 2016. Desde então, houve anos com pequenas recuperações, mas, de modo geral, a cobertura de gelo marinho antártico permaneceu em grande parte abaixo do normal. Tanto o recorde de menor mínimo quanto o recorde de menor máximo ocorreram em 2023. Os cientistas continuarão observando a região todos os anos para descobrir se o declínio faz parte de uma mudança de longo prazo ou de uma flutuação estatística.

A line chart of Antarctic sea ice extent shows the 1981–2010 average as a blue dashed line, 2023 (the lowest minimum and lowest maximum on record) in orange, and 2026 in red.

Enxergando através das nuvens

Para determinar a extensão do gelo marinho, os cientistas dependem de satélites com sensores de micro-ondas passivos, que medem a energia de micro-ondas emitida naturalmente pela Terra. O gelo marinho emite mais dessa energia do que as águas abertas, por isso se destaca nas imagens de micro-ondas. Como as micro-ondas atravessam as nuvens, os satélites podem observar o gelo marinho regularmente, independentemente das condições meteorológicas.

O registro começou no fim de 1978, com dados coletados pelo Nimbus-7, da NASA, seguido pelos satélites do Defense Meteorological Satellite Program (DMSP), a partir de 1987, e pelo satélite Aqua, da NASA, entre 2002 e 2011. Em 2025, os cientistas começaram a usar observações do satélite GCOM-W, da Japan Aerospace Exploration Agency.

Imagens do NASA Earth Observatory por Michala Garrison, usando dados do National Snow and Ice Data Center.

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