Testes de voo são um esporte coletivo. Por quase 80 anos, equipes do Armstrong Flight Research Center da NASA, em Edwards, Califórnia, têm usado testes de voo para levar a aerodinâmica aos seus limites e avançar a aviação.
No início deste ano, a iniciativa Crossflow Attenuated Natural Laminar Flow (CATNLF) da NASA testou um conceito de asa que busca maximizar o escoamento suave do ar conhecido como escoamento laminar, o que poderia reduzir os custos de combustível para futuros aviões comerciais. Durante os testes em voo, pesquisadores prenderam uma asa em escala do CATNLF à parte inferior de uma aeronave F-15 da NASA.
Veja como foi um dia de testes de voo do CATNLF.

A equipe de solo da NASA prepara a aeronave de pesquisa da agência e o artigo de teste Cross Flow Attenuated Natural Laminar Flow (CATNLF) antes do primeiro teste de alta velocidade em solo, na terça-feira, 12 de janeiro de 2026, no NASA’s Armstrong Flight Research Center, em Edwards, Califórnia. O projeto CATNLF tem como objetivo reduzir o arrasto nas superfícies da asa para melhorar a eficiência e, por consequência, reduzir o consumo de combustível.
NASA/Christopher LC Clark
5h — Preparação da aeronave
As equipes de solo preparam a aeronave para a missão. Se a operação envolver um avião de perseguição — uma segunda aeronave para monitorar o voo de teste — ele também é preparado, junto com sua tripulação.
6h — Briefing da tripulação
Pilotos, engenheiros, técnicos de manutenção, líderes de projeto, pesquisadores, fotógrafos e cinegrafistas se reúnem para revisar os objetivos do voo, os boletins meteorológicos e os detalhes finais.

Os pesquisadores da NASA Mike Frederick, à direita, e Michelle Banchy, à esquerda, junto com Ashante Jordan e o estagiário Phillip Nguyen, sentam em uma sala de controle e se preparam para um teste de voo na quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, no NASA’s Armstrong Flight Research Center, em Edwards, Califórnia. O projeto Crossflow Attenuated Natural Laminar Flow (CATNLF) da agência busca reduzir os custos de combustível para futuros aviões comerciais ao testar uma asa em escala projetada para melhorar o escoamento laminar.
NASA/Christopher LC Clark
6h30 — Verificações na sala de controle e colocação do traje da tripulação
Os pesquisadores seguem para a sala de controle para concluir as checagens do dia, confirmando que todas as comunicações, telas e instrumentos estão funcionando.
Os pilotos vestem o traje de suporte à vida, incluindo macacões de pressão sob medida, cintos, capacetes e máscaras. Se um fotógrafo, cinegrafista ou engenheiro de teste de voo estiver no banco traseiro da aeronave, ele faz o mesmo.
6h45 — Entrada da tripulação e preparativos na sala de controle
O piloto conclui as checagens pré-voo com o chefe de equipe e os técnicos para os sistemas elétricos da aeronave. O piloto e o chefe de equipe assinam um relatório de prontidão de voo confirmando que a aeronave está pronta para decolar.
Dentro da sala de controle, a equipe prepara-se para monitorar o voo usando o mesmo conjunto de cartões de teste, um plano passo a passo para o voo.
7h — Piloto acomodado no jato
O piloto e o membro da tripulação no banco traseiro sobem para seus assentos, prendem-se com os cintos e fixam qualquer equipamento que tenham levado para o teste. O piloto conclui as checagens terrestres pré-voo.
7h15 — Taxi da aeronave
O piloto se comunica com a torre de controle e faz o taxi até a pista. As equipes na sala de controle do NASA Armstrong monitoram a aeronave por rádio.
7h30 — Decolagem
O piloto acelera ao longo da pista e, na velocidade adequada, puxa o manche para decolar. Assim que a aeronave está no ar, o piloto coordena com o controle de tráfego aéreo da Base Aérea de Edwards e com a sala de controle do NASA Armstrong enquanto voa para a área de testes designada.

Uma aeronave F-15 de propriedade do NASA’s Armstrong Flight Research Center, em Edwards, Califórnia, voa acima de uma cadeia de montanhas na terça-feira, 21 de abril de 2026. O artigo de teste Crossflow Attenuated Natural Laminar Flow (CATNLF) da agência está acoplado à parte inferior desta F-15. Este projeto busca reduzir os custos de combustível para futuros aviões comerciais ao testar uma asa em escala projetada para melhorar o escoamento laminar.
NASA/Jim Ross
7h30 a 8h30 — Voo
No local do teste, a equipe coordena com o piloto altitude, velocidade e manobras. O condutor do teste repassa cada tarefa, e o piloto as executa uma a uma. O piloto e a sala de controle monitoram o desempenho do hardware, dos instrumentos, da aeronave ou do software durante toda a sequência. Após concluir os pontos do teste, o piloto retorna à base.
8h45 — Pouso e reboque
O piloto pousa e faz o taxi até o pátio no NASA Armstrong, onde o chefe de equipe encontra o jato. Depois que o piloto sai, a aeronave é rebocada para o hangar para manutenção.
9h30 — Desbriefing da tripulação
O piloto, a equipe do projeto e a equipe de controle da missão retornam à sala de briefing para registrar as lições aprendidas e documentar itens para acompanhamento.
10h — Download de dados e preparação para o segundo voo
As equipes baixam os dados do voo para análise. Se dois voos estiverem programados, as preparações começam imediatamente para o segundo.

Quatro funcionários da NASA caminham em direção a um hangar após um voo na quinta-feira, 4 de fevereiro de 2026, no NASA’s Armstrong Flight Research Center, em Edwards, Califórnia. A equipe dá suporte ao projeto Crossflow Attenuated Natural Laminar Flow (CATNLF) da agência, que busca reduzir os custos de combustível para futuros aviões comerciais ao testar uma asa em escala projetada para melhorar o escoamento laminar.
NASA/Christopher LC Clark
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Detalhes
Última atualização
30 de junho de 2026
Editor
Dede Dinius
Contato
Teresa Whiting
teresa.whiting@nasa.gov
Local
Armstrong Flight Research Center
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[Referência terminológica: mission=missão, altitude=altitude, crew=tripulação, landing=pouso]